Quando se fala em vitaminas importantes para o crescimento infantil, é comum lembrar da vitamina D, da vitamina C ou do ferro. Mas existe outro nutriente que, apesar de menos conhecido, também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das crianças: a vitamina E.
Além de proteger as células contra os danos causados pelos radicais livres, ela participa do desenvolvimento do sistema nervoso, contribui para o funcionamento do sistema imunológico e ajuda na manutenção da saúde desde os primeiros meses de vida. Segundo a nutricionista Giovana Diniz Melo, esse é um nutriente essencial que precisa fazer parte da alimentação infantil. Saiba mais!
Quais são os benefícios da vitamina E na saúde infantil?
1. Protege as células contra os radicais livres
A principal função da vitamina E é atuar como antioxidante. Ela ajuda a proteger as células contra os danos causados pelos radicais livres, moléculas produzidas naturalmente pelo organismo que, em excesso, podem provocar o chamado estresse oxidativo. Essa proteção é importante para o crescimento saudável e para o bom funcionamento dos tecidos e órgãos. (Pacifici, G.M, 2016).
2. Contribui para o desenvolvimento do cérebro
A vitamina E participa do desenvolvimento neurológico desde os primeiros anos de vida. Estudos mostram que ela ajuda na formação e na manutenção das conexões entre os neurônios, favorecendo processos relacionados à aprendizagem, memória e desenvolvimento cognitivo.
Além disso, também participa da regulação de mecanismos importantes para o crescimento das células nervosas e para a plasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de aprender e se adaptar. (Kuchan et al, 2016).
3. Fortalece o sistema imunológico
Esse nutriente também contribui para o funcionamento adequado do sistema imunológico, ajudando o organismo a responder de forma eficiente contra agentes infecciosos.
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4. Ajuda na saúde do sangue
A vitamina E protege as membranas das hemácias (glóbulos vermelhos), reduzindo o risco de destruição precoce dessas células. Em casos de deficiência importante, especialmente em recém-nascidos prematuros, sua falta pode favorecer o desenvolvimento de anemia hemolítica.
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Quais alimentos são ricos em vitamina E?
De acordo com a nutricionista, a vitamina E é obtida exclusivamente pela alimentação, já que o organismo não consegue produzi-la. Para a maioria das crianças, uma alimentação variada costuma ser suficiente para atingir as necessidades diárias.
“Os nutrientes são melhor absorvidos quando vêm dos próprios alimentos. Uma alimentação equilibrada normalmente supre as necessidades de vitamina E sem necessidade de suplementação, salvo quando existe indicação médica ou nutricional”, pontua a nutricionista. (Souza, F.I.S, 2022)
Entre os principais alimentos que fornecem esse nutriente estão:
- Óleos vegetais, como azeite de oliva, óleo de girassol, milho e canola;
- Castanhas, nozes e amêndoas;
- Sementes;
- Vegetais verde-escuros, como espinafre, brócolis e acelga;
- Abacate;
- Gema de ovo;
- Cereais integrais;
- Carnes.
Como incluir alimentos ricos em vitamina E na rotina das crianças?
Nem sempre é fácil convencer os pequenos a experimentar novos alimentos, mas pequenas mudanças podem ajudar.
Algumas estratégias incluem:
- Acrescentar abacate em vitaminas ou cremes;
- Incluir folhas verdes em omeletes e tortas;
- Utilizar azeite de oliva para temperar saladas e legumes;
- Oferecer castanhas trituradas em preparações, quando adequadas para a idade e sem risco de engasgo;
- Variar os alimentos ao longo da semana.
Além disso, transformar a hora do lanche em um momento agradável, sem pressão e com a participação da família, contribui para a construção de hábitos alimentares mais saudáveis.
Produtos que fazem parte da rotina de muitas famílias, como os três sabores de Leite Fermentado Chamyto Box (Tradicional, Morango e Uva), também são fontes complementares de vitaminas A, C, D e E, além de conter lactobacilos vivos, que contribuem para a manutenção de uma microbiota saudável e de melhoram o funcionamento do intestino, ajudando a manter o equilíbrio da flora intestinal.
Quais sinais podem indicar deficiência?
Na maioria das vezes, a deficiência de vitamina E não provoca sintomas imediatos. Ela pode começar de forma silenciosa, situação conhecida como “fome oculta”, quando faltam micronutrientes importantes mesmo sem sinais evidentes.
Quando a deficiência é mais importante, podem surgir sintomas como:
- Dificuldade de equilíbrio e coordenação;
- Fraqueza muscular;
- Alterações neurológicas;
- Anemia causada pela destruição precoce das células vermelhas do sangue;
- Alterações na visão;
- Redução da resposta do sistema imunológico.
Como esses sinais podem estar relacionados a diferentes condições de saúde, a avaliação deve sempre ser feita por um profissional.
É preciso oferecer suplementos?
Na maioria dos casos, não. Segundo a nutricionista, o uso de suplementos só deve acontecer quando houver recomendação de um médico ou nutricionista, principalmente em crianças que pertencem aos grupos de risco.
“Para crianças saudáveis, uma alimentação variada, rica em alimentos naturais e associada ao aleitamento materno no início da vida costuma ser suficiente para garantir uma ingestão adequada de vitamina E. A suplementação sem necessidade não é recomendada.” (Souza, F.I.S, 2022)
Alimentação equilibrada é o melhor caminho
Garantir uma boa ingestão de vitamina E não depende de alimentos específicos ou suplementos, mas sim de uma alimentação variada, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, fontes de gorduras saudáveis e outros alimentos naturais. (Souza, F.I.S, 2022) (Vieira,2024)
Criar momentos agradáveis à mesa, incentivar a experimentação e compartilhar refeições em família também faz parte da construção de hábitos que podem acompanhar a criança por toda a vida.
Referências:
- Falcão, M. C. (2022). Deficiência de vitamina E na infância e no período neonatal.
- Kuchan, M. J. et al. (2016). Estudos sobre a predominância do RRR-α-tocoferol no cérebro infantil e seu papel no neurodesenvolvimento.
- Pacifici, G. M. (2016). Vitamina E na prevenção de complicações neonatais em prematuros.
- Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Manual de Nutrologia.
- Souza, F. I. S. (2022). Recomendações nutricionais para micronutrientes na infância.
- Vieira (2024). Atualizações sobre alimentação infantil e ingestão de vitamina E.