É muito comum encontrar crianças contando histórias de amigos e imaginários e até mesmo presenciar os pequenos brincando com eles. Mas, será que é normal a criança ter amigos imaginários? Por mais que seja uma prática comum entre crianças no início da infância, isso pode acabar gerando diversos questionamentos nos pais e responsáveis. A seguir, você vai descobrir tudo o que precisa saber sobre os amigos imaginários do seu filho!
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O que são amigos imaginários?
Um amigo imaginário pode ser uma figura completamente inventada – como um super-herói, um animal falante ou até um objeto com personalidade – que a criança vê como real. Em alguns casos, a criança conversa, brinca ou até divide tarefas com esse amigo.
Ao contrário do que muitos pensam, esse comportamento não é sinal de problemas emocionais. Pelo contrário: a psicologia infantil reconhece que ele pode indicar criatividade, inteligência emocional e imaginação ativa.
É normal ter amigos imaginários?
Estudos feitos por pesquisadores das Universidades de Washington e do Oregon indicaram que cerca de 65% das crianças de até 7 anos em idade escolar já tiveram ou ainda possuem um amigo imaginário. Então, a resposta é sim. Principalmente na primeira e início da segunda infância, é bem comum que as crianças apresentem contato com amigos imaginários.
Além de ser divertido para as crianças, ter um amigo imaginário está ligado ao desenvolvimento de habilidades cognitivas, como a capacidade de criar narrativas mais elaboradas, de entender os sentimentos e pontos de vista alheios e apresentam maior criatividade e maiores habilidades de resolução de problemas.
Especialistas apontam que esses “amigos” invisíveis ajudam as crianças a fortalecer autonomia, empatia e inteligência emocional, além de:
- Explorar emoções: a criança projeta seus sentimentos no amigo e aprende a lidar com eles.
- Treinar habilidades sociais: conversar com um amigo imaginário ajuda a praticar diálogos e empatia.
- Sentir segurança: em momentos de mudanças (como a chegada de um irmão ou a entrada em uma nova escola), o amigo imaginário pode trazer conforto.
- Preencher o tempo ou a solidão: especialmente em ambientes com poucos estímulos sociais, a criança pode criar companhia.
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Qual a fase do amigo imaginário?
Ter um amigo imaginário pode ser muito comum na idade escolar, por volta dos 6 aos 8 anos. Segundo a Healthy Children.org, ter um amigo imaginário é uma fase normal e positiva de desenvolvimento. Por isso, a recomendação para os pais e responsáveis é: não interferir, mas acompanhar com calma. Crianças com amigos imaginários costumam ter amizades reais, boa adaptação e criatividade.
Criança com amigo imaginário: devo me preocupar?
Em alguns casos raros, o amigo imaginário pode refletir desconforto emocional. Fique atento se:
- O parceiro invisível assusta, estimula a violência ou mal comportamentos
- A criança se isola totalmente e deixa de brincar com amigos reais
- A presença imaginária é constante e atinge a rotina diária
- Há mudanças bruscas no comportamento, sono ou apetite
Nessas situações, consultar um psicólogo pode ajudar a entender o que está por trás desses comportamentos .
O que fazer quando a criança tem um amigo imaginário?
Especialistas sugerem uma abordagem leve: não é preciso negar a existência do amigo imaginário. O ideal é respeitar o universo criado pela criança, evitando tanto o incentivo excessivo quanto a ridicularização.
- Escute com curiosidade: pergunte sobre o que fazem juntos.
- Participe da brincadeira sem impor limites.
- Evite forçar a dissolução do amigo, deixe que seja a criança quem decida.
- Observe o comportamento geral – sono, relacionamento, humor.
- Busque orientação profissional se surgirem sinais de preocupação persistente.
Ter um amigo imaginário é, na maioria das vezes, uma forma divertida e saudável de crescer. Eles refletem curiosidade, capacidade de simbolizar o mundo e de lidar com emoções. Para os pais, o mais importante é observar com carinho, apoiar e garantir um ambiente acolhedor para que a criança se desenvolva com segurança.
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