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24 de outubro de 2025

Por Chamyto

Lidar com a birra infantil é um dos maiores desafios na criação de uma criança, mas é algo inevitável. Afinal, essa é a principal forma que os pequenos encontram para se expressar quando não conseguem explicar o que sentem. Apesar de ser uma reação natural do desenvolvimento emocional infantil, controlar a criança nesses momentos é sempre difícil. Se você está enfrentando esse problema, não se preocupe! Com algumas dicas simples, você pode aprender a lidar com os desafios do desenvolvimento de forma mais leve e tranquila, evitando as temidas birras infantis. Confira!

O que é a birra infantil?

A birra infantil é uma reação emocional comum, intensa e explosiva. Ela se manifesta quando a criança tenta expressar uma frustração ou desejo, mas ainda não desenvolveu o vocabulário e o controle emocional necessários. A criança com birra normalmente grita, chora, bate o pé, se joga no chão, recusa-se a obedecer e, em alguns casos, pode até se tornar agressiva. Essas atitudes são um reflexo de emoções intensas que ela não consegue descrever ou gerenciar. 

É importante ressaltar que a fase da birra é natural e faz parte do desenvolvimento emocional infantil. Esse é o período em que a criança começa a descobrir seus limites, comunicar seus desejos e a lidar com as frustrações. Por isso, não se culpe se a criança tiver atitudes birrentas de vez em quando. No entanto, é fundamental aproveitar essa fase para ensinar limites para os pequenos da forma adequada. 

Qual é a fase da birra em crianças?

As birras em crianças podem começar a se manifestar por volta de 1 ano de idade, mas o pico de intensidade ocorre, geralmente, entre os 2 e 4 anos. Após essa fase, é comum que  a frequência e a intensidade diminuam gradualmente. Vale ressaltar que cada criança age de um jeito: algumas são naturalmente mais calmas, enquanto outras demonstram uma tendência maior a serem birrentas. 

O que causa a birra em crianças?

Qualquer situação que fuja do normal e cause uma emoção intensa pode funcionar como um gatilho para a birra infantil. Algumas das causas mais comuns são: necessidades fisiológicas não atendidas (como fome e cansaço), busca por atenção, negação dos pais/cuidadores a um desejo (como recusar um presente na loja) e mudanças na rotina (como o início em uma nova escola ou troca de casa).

Quando a birra não é normal?

Apesar de ser um comportamento natural do desenvolvimento, a birra infantil pode ultrapassar demais os limites em alguns casos. Quando isso acontece, é importante ter atenção redobrada para evitar a repetição. A birra deixa de ser normal quando ocorre com grande intensidade e em uma frequência excessiva, manifestando-se diversas vezes por dia ou semana. Além disso, a persistência ou o aumento da birra após os 4 anos também merece atenção, pois o ideal é que as crises comecem a diminuir depois dessa idade, e não se intensifiquem.  

O que fazer quando a criança está com muita birra?

Ver um “ataque de birra” de criança pode ser desesperador: é muito choro, gritaria e confusão ao mesmo tempo! Porém, seu papel como pai ou cuidador é manter a maior calma possível. Essa postura é essencial para conseguir ensinar limites à criança e evitar que esses comportamentos se repitam com frequência. Veja algumas dicas de como corrigir uma criança birrenta:

1) Mantenha a calma: Se você perder a paciência, haverá duas pessoas estressadas, o que só piora a birra infantil. Por isso, use estratégias para acalmar: conte até dez, respire fundo, mentalize um lugar feliz ou faça qualquer outra coisa que te ajude. Pode ser um desafio no início, especialmente se a birra infantil acontecer em público, mas é um passo essencial para garantir resultados eficazes. 

2) Não ceda: Por mais que você queira deixar a criança feliz e ceder às suas vontades, é essencial se manter firme, principalmente se a birra foi causada por algo que você negou. Se você cede, mesmo que apenas para fazê-la parar de chorar, a criança rapidamente aprende que gritar e fazer escândalo é um método eficaz para conseguir o que deseja. 

3) Garanta a segurança da criança: Muitas vezes, a criança com birra se joga no chão, pula e pode até demonstrar agressividade. Isso pode acabar fazendo com que ela se machuque de alguma forma, então tenha o cuidado de mantê-la em segurança. Retire-a de locais perigosos e afaste objetos que possam causar ferimentos, pois assim você evita acidentes.

4) Reconheça o sentimento: Gritar com a criança e falar que ela está fazendo “um show” ou “exagerando” pode acabar trazendo o efeito contrário, pois só aumenta o estresse e a agitação. No auge da birra, o recomendado é mostrar empatia porque, assim, você ganha a confiança de forma leve. Experimente dizer algo como: “Eu sei que você está chateado porque não comprei o brinquedo, mas agora não dá”. Essa frase expõe o problema, reconhece o sentimento da criança, e, ao mesmo tempo, reafirma sua posição.

5) Fale baixo e não grite: Embora seja difícil, tente não gritar ou dar longas broncas. Afinal, a criança não vai te escutar nesse momento. Ela quer apenas colocar o que sente para fora. Por isso, tente falar pouco e em tom baixo, sem muita explicação. Você pode e deve conversar com calma mais tarde, explicando seus motivos e por que comportamento foi inadequado. Porém, nesse primeiro momento, evite o desgaste. 

Como posso ajudar meu filho a lidar com as frustrações?

Depois que a birra infantil passa, é importante ter uma conversa com a criança. Nesse momento, repasse o ocorrido e verbalize as atitudes de forma objetiva para que ela compreenda o que aconteceu. Por exemplo: “Você ficou chateado porque não comprei o brinquedo e, por isso, começou a gritar no shopping”. Em seguida, ensine maneiras mais eficazes e saudáveis de lidar com a frustração ao invés da birra.  Esse é um ótimo momento para explicar que, ao desejar algo, a criança pode apenas dizer “quero”. Já quando o sentimento é contrário, basta dizer “não quero”. 

Outro ponto importante é evitar ceder sempre. Permitir que a criança se frustre ocasionalmente é fundamental para que ela aprenda a lidar com esse sentimento de forma saudável. Além disso, não atenda imediatamente aos desejos quando estiver fazendo birra. Por exemplo: se a criança estiver esperneando de fome no shopping, você não a deixará sem comer, mas pode esperar para oferecer a comida quando se acalmar e parar de chorar. Além disso, seja o modelo. Evite gritar, reclamar e se estressar sempre que algo der errado. Pelo contrário: mostre como você se adapta aos problemas e convive com eles. Esse é um cuidado muito importante e que faz toda a diferença!

Como estimular o desenvolvimento emocional da criança? Veja dicas saudáveis 

Além de ensinar a lidar com as frustrações, existem outras maneiras de estimular o desenvolvimento emocional da criança de forma saudável. Uma ótima dica é validar e nomear as emoções para que ela comece a entender o que está sentindo. Isso facilita a expressão e aumenta a inteligência emocional. Ensinar empatia desde cedo, oferecer tempo de qualidade, estar aberto ao diálogo, elogiar atitudes (grandes ou pequenas) e ser um bom modelo em casa também proporcionam mais autoestima, autoconfiança e autoconhecimento.

Outro ponto essencial é criar uma rotina previsível. Saber o que esperar no dia oferece à criança mais segurança, o que ajuda a evitar frustrações e conflitos. Além disso, a rotina também evita conflitos, facilita a autonomia e promove o entendimento de limites. Portanto, estabeleça horários fixos para atividades como acordar, comer e dormir. 

Por fim, a alimentação de qualidade também é essencial! Alimentos ricos em açúcar e processados podem causar picos de glicose que resultam em cansaço e estresse. Já comidas saudáveis garantem nutrientes que promovem o bom funcionamento do corpo e a sensação de bem-estar. Produtos que unem nutrição e sabor, como o Chamyto, são ótimas opções! O leite fermentado é fonte de zinco, um nutriente fundamental para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Por isso, incluir Chamyto no café da manhã ou no lanche é uma maneira saudável e divertida de garantir um bom aporte nutricional!