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Meu filho está com muita fome, é normal?

Chamyto

“Meu filho parece estar com fome o tempo todo. Isso é normal?” Essa é uma dúvida bastante comum entre pais e responsáveis. Afinal, algumas crianças passam por períodos em que comem muito mais do que de costume e, pouco tempo depois, o apetite pode voltar ao normal.

Na maioria das vezes, um aumento do apetite pode fazer parte do desenvolvimento infantil. O crescimento, a atividade física, a idade e, principalmente, algumas fases de crescimento acelerado podem aumentar a necessidade de energia do organismo.

Mas também é importante observar o contexto. Uma fome persistente e acompanhada de outros sintomas, como muita sede, aumento da frequência urinária ou perda de peso sem explicação, merece avaliação médica.

Por que meu filho pode estar com mais fome que o normal?

O apetite infantil não é constante. Ele pode variar bastante ao longo dos dias e das diferentes fases do desenvolvimento. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, crianças pequenas podem apresentar mudanças importantes no apetite: durante períodos de crescimento mais acelerado, podem comer bastante em um dia e muito pouco no outro. Essa oscilação, isoladamente, pode ser normal. [1]

Isso acontece porque o organismo precisa ajustar a ingestão de energia às suas necessidades. Crescimento, movimento, composição corporal e desenvolvimento influenciam a quantidade de energia que uma criança precisa. [1]

Um estudo que acompanhou crianças dos 10 meses aos 8 anos também encontrou grande variação individual no consumo de energia ao longo do desenvolvimento. Ou seja, não existe um padrão único de apetite que sirva para todas as crianças. [2]

A explicação mais comum: o crescimento pode aumentar a fome

Um dos motivos mais comuns para uma criança aparentemente “não se satisfazer” com a quantidade habitual de comida é estar passando por uma fase de crescimento.

Na infância, o crescimento não acontece necessariamente em ritmo constante. Pesquisas mostram que podem ocorrer períodos de crescimento mais rápido intercalados com períodos de menor velocidade de crescimento. [5]

Durante a puberdade, essa relação pode ficar ainda mais evidente. Uma revisão publicada na Revista Americana de Nutrição Clínica avaliou estudos sobre gasto energético e ingestão alimentar durante a puberdade. Os pesquisadores encontraram evidências de que adolescentes apresentam maior gasto energético absoluto durante essa fase, em comparação com o período pré-puberal. [4]

Em outro estudo com 204 crianças e adolescentes de 8 a 17 anos, a ingestão de energia aumentou conforme o avanço da puberdade. Nos meninos, por exemplo, o consumo observado durante as refeições estudadas foi maior nas fases mais avançadas da puberdade. [5]

Por isso, aquele período em que parece que a criança “abriu um buraco no estômago” pode coincidir com uma fase de maior demanda energética.

E se ele estiver com fome pouco tempo depois de comer?

Antes de concluir que a criança está comendo “demais”, vale observar o que ela está comendo, como são as refeições e quais sinais de fome e saciedade apresenta.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a chamada alimentação responsiva, que envolve prestar atenção aos sinais de fome e saciedade da criança e responder adequadamente a eles.

A orientação da AAP segue uma lógica parecida: os adultos são responsáveis por oferecer alimentos variados e adequados, enquanto a criança participa decidindo quanto comer, respeitando seus próprios sinais de fome e saciedade. [2]

Na prática, isso significa que não é necessário obrigar a criança a “limpar o prato” nem restringir automaticamente uma segunda porção quando ela ainda demonstra fome.

Alguns sinais de que a criança pode realmente estar com fome

Dependendo da idade, a criança pode:

  • Pedir comida ou dizer que está com fome;
  • Demonstrar interesse pelo alimento;
  • Aceitar uma refeição ou lanche mesmo quando opções variadas são oferecidas;
  • Comer uma quantidade maior durante períodos de maior crescimento ou atividade;
  • Voltar a sentir fome depois de algumas horas.

O importante é observar o padrão ao longo do tempo, e não apenas uma refeição ou um dia isolado.

Fome ou vontade de comer?

Nem toda vontade de comer significa fome fisiológica. Alimentos muito palatáveis, especialmente aqueles ricos em açúcar, gordura ou sal, por exemplo, podem estimular o consumo mesmo quando a criança não está realmente com fome.

Uma revisão analisou estudos com crianças de até 12 anos investigou justamente o chamado “eating in the absence of hunger”, ou seja, comer mesmo sem estar com fome. [6]

Isso não significa que toda criança que pede comida fora de hora esteja comendo por motivos emocionais ou que exista algum problema. O comportamento alimentar infantil é influenciado por diversos fatores.

Por isso, em vez de rotular o comportamento, vale observar: “Meu filho está demonstrando fome ou somente quer um alimento específico?”. Essa diferença pode ajudar os pais a compreender melhor o padrão alimentar da criança.

Quando a fome merece atenção?

Na maioria das vezes, ter mais fome durante uma fase de crescimento não significa que exista algum problema de saúde. Entretanto, a fome excessiva e persistente, especialmente quando aparece junto de outros sintomas, deve ser discutida com o pediatra.

Um exemplo é a diabetes. De acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Rins, o aumento da fome pode ocorrer no diabetes, especialmente quando acompanhado de muita sede, aumento da frequência urinária e perda de peso sem explicação. Em crianças com diabetes tipo 1, os sintomas podem surgir rapidamente. [7]

Também merecem atenção situações em que:

  • A criança está com fome constantemente e isso representa uma mudança importante em relação ao seu padrão habitual;
  • Está comendo mais e, mesmo assim, perdendo peso;
  • Passou a beber muita água;
  • Está urinando muito mais frequentemente;
  • Apresenta cansaço incomum;
  • Há mudanças importantes no crescimento ou no peso;
  • A alimentação está causando sofrimento para a criança ou para a família.

Esses sinais não significam necessariamente que exista uma doença, mas justificam uma avaliação profissional.

Chamyto é uma opção de lanche com nutrientes importantes para a saúde infantil

Seja no Leite Fermentado ou no Iogurte de frutas, Chamyto proporciona uma experiência deliciosa para todos os momentos de lanches na escola, em casa ou em passeios. Com lactobacilos vivos que contribuem para o bom funcionamento do intestino e o fortalecimento da imunidade, ambos produtos também são fonte de zinco, contribuindo para o crescimento saudável, enquanto seu sabor delicioso agrada o paladar dos pequenos. Conheça nossos sabores:

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  • Iogurte Chamyto na versão Morango com Cereais de chocolate e Morango com cereais coloridos: o lanche que vai encantar pessoas de todas as idades e principalmente as crianças. Além do sabor incrível, esse iogurte é uma fonte de cálcio, que é essencial para o crescimento e fortalecimento dos ossos, e zinco, que é importante para a imunidade.

Fontes:

  • 1. American Academy of Pediatrics (AAP) — Childhood Nutrition: informações sobre variações de apetite durante o crescimento infantil. (HealthyChildren.org)
  • 2. American Academy of Pediatrics — Making Sure Your Child Is Eating Enough: orientações sobre porções, fome e saciedade. (HealthyChildren.org)
  • 3. World Health Organization (WHO) e UNICEF — Nurturing young children through responsive feeding: documento sobre alimentação responsiva na primeira infância. (Organização Mundial da Saúde)
  • 4. Cheng HL et al. — Energy expenditure and intake during puberty in healthy nonobese adolescents: a systematic review. American Journal of Clinical Nutrition, 2016. (PubMed)
  • 5. Shomaker LB et al. — Puberty and observed energy intake: boy, can they eat! American Journal of Clinical Nutrition, 2010. (PubMed)
  • 6. Lansigan KR et al. — Understanding eating in the absence of hunger among young children: a systematic review of existing studies. Appetite, 2015. (PubMed)
  • 7. Instituto Nacional de Diabetes e Rins (NIDDK) — Type 1 Diabetes: sinais e sintomas do diabetes tipo 1 em crianças.