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24 de outubro de 2025

Por Chamyto

Lidar com o medo na infância é algo assustador, mas também necessário. Afinal, é um sentimento que inevitavelmente surgirá diversas vezes ao longo da vida. Quanto mais cedo a criança aprende a entender o medo e a enfrentá-lo de maneira saudável, maiores são as chances de um amadurecimento tranquilo. No entanto, ver os filhos amedrontados também é preocupante para os cuidadores!

É difícil testemunhar o sofrimento dos pequenos e, muitas vezes, a situação pode parecer impossível de resolver. Mas fique tranquilo: estamos aqui para ajudar! Aprenda a seguir como acolher a criança com medo e como ensiná-la a encarar essa emoção com segurança. Entenda também o que mais pode despertar esse sentimento e garanta um desenvolvimento infantil mais leve. Confira!

Quais são os medos mais comuns em crianças?

A melhor forma de ajudar a criança a superar o medo é entender o que está despertando esse sentimento. Afinal, o medo é uma resposta natural do corpo a uma sensação de perigo, seja ela real ou imaginária (racional ou irracional). É importante lembrar que cada um tem seus limites: o que assusta uma criança pode não ter o mesmo efeito em outra. Porém, existem alguns tipos de medos mais comuns que variam de acordo com a fase do desenvolvimento infantil. São eles:  

  • Entre 0 e 6 meses: medo de barulhos altos, ruídos diferentes, perda de apoio e quedas.
  • Entre 7 meses e 1 ano: medo de separação/perda dos pais, altura e pessoas estranhas.
  • Entre 1 ano e 2 anos: medo que os pais desapareçam, do banho e de alguns animais.
  • Entre 2 anos e 4 anos: medo do escuro, de monstros, barulhos fortes (como trovão), ficar longe dos pais, ir ao médico e fantasmas. 
  • Entre 4 anos e 6 anos: medo de criaturas imaginárias, morte (mesmo sem entender bem o conceito), cachorros, injeções, médicos, palhaço e de se machucar. 
  • Entre 6 anos e 8 anos: medo de ser rejeitado na escola (ou qualquer ambiente social), animais, assaltos, acidentes, mortes, dormir sozinho e desastres naturais.
  • Entre 8 anos e 12 anos: medo de fracassar, da exclusão, guerras, situações novas, desempenho escolar, morte e de se machucar. 

Quais os sinais da criança com medo? 

A criança com medo pode reagir de diversas maneiras diferentes. Enquanto algumas gritam e choram, outras tendem a ficar quietas e reservadas. A reação varia conforme inúmeros fatores, como o ambiente, o tipo de medo e, principalmente, a personalidade. Como nem sempre a criança consegue verbalizar o que sente, é fundamental que pais e cuidadores saibam interpretar suas emoções. Veja a seguir os principais sinais da criança com medo: 

  • Choros e gritos
  • Dificuldade para dormir (pesadelo, insônia, acordar várias vezes)
  • Evitar determinados lugares ou situações
  • Apego excessivo com pais ou cuidadores
  • Dor de cabeça e de barriga sem uma causa médica aparente 
  • Irritabilidade e ansiedade
  • Xixi na cama ou falar como um bebê (comportamentos regressivos)
  • Timidez extrema 

O que fazer com uma criança com medo? Veja dicas para acolher e acalmar 

Percebeu a criança com medo e não sabe agir? Reunimos a seguir algumas dicas essenciais sobre o que fazer e o que evitar nesse momento delicado. O objetivo é garantir calma, tranquilidade e segurança na hora de lidar com o medo infantil. Confira!

1) Converse com a criança e pergunte o motivo do medo. É muito importante que você estimule o pequeno a falar sobre as aflições pois o simples ato de verbalizar já pode trazer uma grande sensação de alívio. Porém, não insista demais e respeite o seu tempo. Pressionar a criança pode gerar mais ansiedade e dificultar a abertura. 

2) Jamais minimize ou ignore o medo. Mesmo que você saiba que o monstro debaixo da cama ou os fantasmas não são reais, nunca diga à criança que o medo dela é “besteira” ou “nada demais”. É crucial validar e respeitar esse sentimento porque, para ela, a ameaça é absolutamente real.

3) Explique o medo de forma clara. É muito importante nomear o sentimento porque muitas vezes a criança sente, mas não entende. Por exemplo: você pode dizer que ela está com medo do escuro porque está acostumada com a luz; ou que o medo de altura existe porque é assustador ver uma distância tão grande até o chão. Dar lógica ao que está por trás da aflição ajuda a criança a racionalizar e a diminuir a intensidade da emoção

4) Proponha soluções práticas para lidar com o medo. Quando sabemos o que fazer para enfrentar a situação, fica mais fácil resolvê-la. Ofereça um bichinho de pelúcia para proteger dos monstros e do escuro, incentive a passar a mão nos pelos de um cachorro conhecido e fofinho, diga para contar até dez sempre que achar que tem um fantasma no quarto para que ele vá embora, e sempre se mostre presente para evitar o medo do abandono/rejeição. Pequenas atitudes como essas fazem toda a diferença no combate ao medo infantil!

Ensine a criança a enfrentar os medos na infância desde cedo  

A melhor forma de lidar com o medo é encarando-o de frente! Essa é uma lição valiosa que os pais e cuidadores devem ensinar desde cedo porque será fundamental no futuro, quando os pequenos tiverem que tomar decisões durante o amadurecimento. Encarar o medo aumenta a autoestima, evita ansiedade, traz autonomia e ainda promove mais inteligência emocional.  Uma dica para isso é trabalhar a empatia: você pode contar que, na sua idade, também tinha medo de algo, mas conseguiu superá-lo com soluções práticas, e o resultado foi positivo.

Outra dica é ensinar a “brincar” com a situação. Que tal desenhar o monstro debaixo da cama e dar um nome fofo a ele? Ou desligar as luzes e montar um acampamento no quarto? Essas brincadeiras trazem leveza e diminuem o peso do medo. Técnicas de autocontrole, como respiração e pensar no “lugar feliz” também podem ajudar bastante as crianças com medo, não só na infância como ao longo de toda a vida. 

A dica final é criar uma rotina, pois isso traz sensação de segurança. Estabeleça um horário de dormir, leia uma história ao deitar e crie um ritual noturno: essas pequenas atitudes fazem toda a diferença. Já na rotina alimentar, determine os horários de cada refeição e aposte em comidas nutritivas que tragam benefícios ao corpo. O Leite Fermentado Chamyto, por exemplo, é uma excelente fonte de zinco, nutriente importante para o desenvolvimento cognitivo. Já o Iogurte Chamyto é rico em cálcio, essencial para o fortalecimento dos ossos e dentes. E o melhor: os produtos Chamyto são super saborosos, o que incentiva a criançada a seguir uma rotina alimentar deliciosa e saudável!